| Além da agropecuária, indústria e comércio também são afetados pela falta de chuva |
Olhar para o céu e esperar
pela chuva. Após um ano de estiagem e muito prejuízo, o simples ritual
sertanejo não ficou restrito ao campo. Os efeitos da seca atravessaram a
fronteira entre o rural e o urbano. Nas cidades, ela trouxe perdas, afetou o
comércio e mexeu com o bolso dos consumidores. Se há um consenso é que a
economia do Nordeste e a brasileira não ficou intacta após a estiagem de 2012.
Ainda no ano passado, as
perdas na agropecuária logo foram vistas. A “carestia” (alta nos preços)
atingia os itens de alimentação componentes da cesta básica. O feijão, o arroz
e, quem diria, até a farinha mudaram de preço. A inflação vinda do campo afetou
a vida de quem passeia com os carrinhos de compras no supermercado da Capital.
No interior, não foi diferente e aqueles municípios mais dependentes da zona
rural foram os que mais “penaram”.
A inflação aumentou os
gastos das famílias com os alimentos. Em ano de dificuldades, poupar foi a
palavra de ordem. Enquanto o poder de compra caía, do outro lado, comerciantes
testemunhavam os produtos encalharem nas prateleiras. Com pouco dinheiro
circulando pela cidade, fechar o ano com crescimento de faturamento deixou de
ser uma previsão para se tornar um desejo.
A ameaça de ficarmos sem
chuva também assustou os grandes setores produtivos. O País que depende da
energia gerada pela força das águas viu os reservatórios das hidrelétricas
atingir níveis críticos de armazenamento. Não demorou para que o risco de um
novo racionamento voltasse a ser cogitado e para que as usinas termelétricas,
usadas apenas em situações emergências, passagem a operar de Norte a Sul do
País para evitar um desabastecimento.
No entanto, como manda a
tradição, a chegada do período das chuvas renova as esperanças. Não apenas o
olhar do sertanejo estará voltado para o horizonte, mas também o do empresário,
da dona de casa, do aposentado e de tantos outros que, nas cidades, sentiram e
esperam por mudanças.
ENTENDA A NOTÍCIA
A previsão de chuva, no
Ceará, para os meses de fevereiro, março, abril e maio, realizada pelos
meteorologistas da Funceme, mostra 45% de probabilidade das precipitações
ficarem abaixo da média histórica. As chances de chuvas dentro da média é de
35% e acima da média de apenas 20%
NÚMEROS
25% - são as chances que o Ceará
tem de uma quadra chuvosa com níveis acima da média
30% - é a possibilidade de chuvas
regulares no Ceará em 2013
45% - são as chances de chover
abaixo da média, em 2013, no Ceará segundo a Funceme.
Fonte: O Povo Online
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